terça-feira, novembro 30, 2004
23:08

texto enviado e publicado no NÃO SOU, site de estudantes de jornalismo que não se adaptam às péssimas condições de ensino das faculdades.


É o seguinte... falta um ano e meio pra me formar, e eu não me sinto ainda um profissional da área do jornalismo. Na verdade, nunca me senti.
Vou chegar lá fora, na selva, e continuar sendo estagiário, por anos e anos, mesmo com o canudo na mão. Tudo isso porque me faltou um empurrãozinho pra ser acadêmico de verdade, pra sugar meu curso até a última gota, pra me formar como JORNALISTA.
Mas sei também que essa culpa não é do curso, nem dos professores, é apenas minha, porque eu não me empenhei o suficiente.
Sempre tenho minha defesa/desculpa, que é o fato de eu morar em Blumenau, e ter que ir e voltar todo dia da faculdade que é em Itajaí, chegando sempre atrasado e saindo mais cedo que deveria, não tendo tempo pra nada.
Mesmo assim, fiz o que agüentei... trabalhei como voluntário da Rádio Univali no programa Pirão Catarina e no Unirepórter, fiz amizades ótimas lá e adquiri uma ótima experiência. Mas todo mundo sabe que é muito difícil trabalhar de graça, principalmente quando se existe apenas um ônibus pra viajar da sua cidade até a cidade onde você estuda, e você precisa ficar das 13h30 até as 22h30 na faculdade.
Assim, acabei largando prematuramente ambos os estágios. Também fui voluntário na educação de crianças carentes no Lar Padre Jacó, ali perto da Univali mesmo, perto do teatro Municipal, e trabalhando – também voluntariamente – como Assessor de Imprensa lá.
Essa tentativa deu mais certo, e eu passei cerca de um ano lá. E já trabalhei de graça até mesmo em estabelecimentos comerciais, como em um jornal de Itapema, onde me ofereci para trabalhar apenas pela experiência, e fiquei lá sem ganhar nem um tostão.

Todas essas experiências eu digo pra vocês que valem a pena. Trabalhar de graça é coisa sem sentido, é humilhar a classe de jornalistas, é estupidez? Talvez... mas foi essa minha estupidez que me ensinou a maior parte das coisas que eu sei hoje, e que abriu algumas portas pra mim. Não me arrependo de nada disso, porque mesmo não me sentindo pronto para enfrentar o mercado hoje, sei que se não tivesse feito nada disso, se tivesse guardado o meu serviço pra quando alguém resolvesse me pagar, eu estaria ainda menos preparado que estou.

Então ta aí o meu conselho... suguem tudo que puderem dessa faculdade. Se vocês puderem se dar a esse pequeno luxo de trabalhar de graça, o façam, pois serão recompensados. Se ficarmos esperando por aprender dentro da sala de aula, estamos todos ferrados.


Por Fábio Ricardo
Estudante do 7º período de jornalismo

Fábio Ricardo
segunda-feira, novembro 29, 2004
11:50

nossa primeira música...

SOLITÁRIA
Música: Félix / Gisele / Fábio
Letra: Félix / Fábio (versão beta)
Imagine sua tola vida
Sem ter nada para fazer
Comida e roupa lavada
Descanso o dia todo

Imagine sua triste vida
A uma jaula reduzida
Metros quadrados de liberdade
Sendo alvo da curiosidade

Imagine sua pobre vida
Longe de sua família
De sua terra tão querida
Amigos, amores, alegria

Antes a morte que a prisão
A liberdade é tudo o que eu mais prezo
E não suporto ver algo enjaulado
Seja um assassino, pássaro ou leão

Nunca gostei que me fizessem
Viver dentro de uma bolha
Sou eu que guio a minha vida
Não uma lei, uma jaula, uma escolha

Eu quero ter e sei que tenho
Toda liberdade que eu quero
Eu só obedeço a mim mesmo
E quem não goste que vá para o inferno!

Me tente, me puna, me odeie, me mate
Mas nem sequer tente tirar minha liberdade

Antes a morte que a prisão...

Com prazer ou apenas dor
Entre tormentos e dificuldades
A liberdade é sempre melhor
Do que a vida em meio às grades

Jaula, emprego, família, prisão
Moral, estatuto, lei, paixão
Cela, algema, cadeia, grilhão
Código, causa, linha, não!!!...

Me prenda se você acha certo
Mas eu não aceito, eu fujo, mato, me rebelo

Antes a morte que a prisão...

Antes a morte que a prisão...

Fábio Ricardo
sexta-feira, novembro 26, 2004
13:22

Quando termino de ler um bom livro, costumo fazer uma resenha crítica, o mais profissional possível (leia-se seguindo as regras jornalisticas), para indicá-lo. Com este último não foi diferente:

A Besta, de Peter Benchley (1991)

Ação em alto-mar

Quem conhece o trabalho do jornalista e escritor Peter Benchley sabe que seu nome está diretamente ligado a duas características básicas: o detalhismo minucioso e estudado de tudo que ele descreve, e a certeza de encontrar o oceano como habitat de suas histórias.

Apaixonado pelo mar, Benchley se formou em Harvard e foi redator e colaborador das maiores revistas norte-americanas especializadas em vida selvagem. Em 1974 escreveu seu primeiro e maior sucesso, Tubarão. Escreveu também o roteiro para o filme que imortalizou sua obra no cinema. Outros dois de seus livros também tiveram sua versão cinematográfica com roteiro escrito por ele.

A Besta é um livro cuja narração se passa no mar, como a maioria de suas obras. A partir de uma pesquisa meticulosa sobre os animais que habitam as profundezas do oceano, o autor conseguiu dar vida à assustadora Architeuthis dux, uma lula gigante. Com detalhes tão bem estudados, Benchley consegue transformar uma criatura que muitos duvidariam de sua existência, numa dúvida razoável, um ser possível de estar à espreita em qualquer baía, a qualquer momento.

O personagem principal da história é Whip Darling, um pescador rude e especializado na pesca e na vida marítima, morador da costa das bermudas. Diferente de Tubarão, aqui o monstro não é um ser comum, fácil de ser manipulado. É um monstro de proporções gigantescas e instinto assassino, pronto para destruir tudo que há pelo caminho. Os maiores pesquisadores da vida animal o tratam como mais uma criatura, que segue instintos primordiais de sobrevivência, nada mais que isso.

Whip, porém, passa a duvidar das certezas impostas pela ciência ao ver o que o monstro é capaz de fazer. E não há nada que possa ser feito para impedi-la de aterrorizar as águas das bermudas. Aliado a um cientista especializado em lulas gigantes e um rico homem sedento por vingança, Whip parte em uma caçada suicida contra o maior monstro que já habitou os mares.

Uma obra de ação mais agitada do que qualquer de suas outras obras, tão detalhada que dá ao leitor a impressão de que ele mesmo é um oceanógrafo. A descrição rica em detalhes, que já é comum nas obras de Benchley, dessa vez supera-se e encanta a cada página virada.

Fábio Ricardo
quinta-feira, novembro 25, 2004
14:22

continuando na linha arquivo de um ano atrás... qdo inaugurei esse novo blog, em novembro do ano passado, colocava de tudo aqui dentro, e escrevia mto mais que escrevo hj.
mas lendo um conto do Estaca Zero (hj tb finado) parei pra pensar sobre algumas coisas e escrevi um texto, que de acordo com a Manú, minha amiga mais sequela (é a idade...) e causadora de tumultos oktoberfesteiros por ficar atacando menininhos indefesos e comprometidos (hauahaua), ela disse que esse é meu melhor texto. eu nao acho, mas em partes concordo...

então de volta ao Túnel do tempo...

texto publicado aqui mesmo em 25/11/03

Ninguém escreve a morte celebrando a
Disse isso e nem parei pra pensar em seu real significado.
O nosso poder de sorrir falsamente e fingir que nada aconteceu é mais forte do que eu podia querer, ou imaginar.
A decepção é constante (creio eu) na vida de qualquer otimista. Até mesmo Cândido duvidava de seu próprio otimismo (influências literárias? bah...).
E quem sou eu (o pessimista) para dizer o que é falso e o que e de coração?
Eu, que nada sei de otimismo ou de sentimentos. E sequer sei da razão?
Sou tolo e sou sonhador.
Sou cego e apaixonado.
Sou infantil e estúpido.
Sou alguém que nunca cresceu, e que por trás de uma máscara de triste pessimismo, acredita, sim, na beleza de tudo.
Até de você.
E nunca pense que não.
Hoje pensei em escrever algo feliz, algo para dizer "EU TE AMO", ou "VOCÊ SEMPRE PODERÁ CONTAR COMIGO", te dizer que nada mudou, que meu amor não se abalou.
Mas se meu choro se esconde durante o dia, não significa que sou forte, ou que sou feliz.
Significa que sou falso (ou não?).
E que quando olho pra você, perdôo pedindo perdão.
E quando olho pra mim, perdôo pedindo perdão.
E assim adormeço, perdoando. E pedindo perdão.

Fábio Ricardo
quarta-feira, novembro 24, 2004
13:03

vasculhando os arquivos do meu blog encontrei esse texto, escrito exatamente há um ano. e senti vergonha de mim mesmo, por notar como esquecemos as coisas facilmente. nunca me esqueci da Cris, e ontem, dia 23, eu até falei dela, relembrei, mas nao consegui me lembrar o pq. apenas lembrei. na minha surpresa, hj eu vi o motivo daquela lembrança.

texto escrito em 24/11/2003


---Cristina Livi 06/12/1984 - 23/11/2003

Chorei.
Chorei bastante.
E relembrei épocas que eu não soube aproveitar.
Conheci a Cris faz pouco menos de dois anos, na época ela já estava doente.
Uma pessoa cativante e alegre.
Mais viva do que qualquer pessoa saudável que já conheci.
Hoje, com a cabeça ainda pesada, sei que não soube aproveitar a nossa curta amizade como deveria.
Uma pessoa tão boa, tão apaixonante, passou pela minha vida de modo tão rápido.
Logo se foi.
Primeiro para outro estado, para tratamento, e agora, não se sabe pra onde.
Não precisa mais de seus remédios, não sente mais suas dores.
Minhas convicções religiosas não são fortes o suficiente para saber aonde ela está agora, como ela está.
Mas eu sei que ela está mesmo é dentro do meu coração.
Meu e de todos que estavam presentes em seu velório hoje.
Cris, fique com Deus. Todos nós te amamos.

Fábio Ricardo
terça-feira, novembro 16, 2004
13:13

Já fiz cosquinha na minha irma só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista..
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo. Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas sao as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em arvore pra roubar fruta, já caí da escada.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chao do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra nao deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim nao encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razao.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoçao, guardados num baú, chamado coraçao.



essa é pra quem, como eu, ultimamente tem parado muito pra pensar no verdadeiro significado da palavra felicidade.

Fábio Ricardo
sexta-feira, novembro 12, 2004
01:52

Em Recife também chove
Fábio Ricardo de Oliveira


Fred já estava cansado. A vida, aos poucos, se tornava entediante. As mulheres agora davam muita dor de cabeça. Não mais o chamavam nos cinemas, filas de biblioteca, nem shows de bandas locais. Fred estava começando a se sentir sozinho, e pior do que isso, estava começando a se sentir velho.

Os anos passaram e Fred não era mais forte como antes, emagreceu, perdeu o charme e esqueceu o segredo que o fazia ganhar as garotas. Ele ainda era jovem, mas talvez não tanto quanto desejaria.

Sua cidade não significava mais um desafio diário, tornou-se apenas uma companhia pacífica. E isso Fred não aceitava. Ele estava ávido pela vida, queria ser mais uma vez livre e rebelde, como tinha sido em outra época.

Resolveu então agir sem pensar muito. Juntou um pouco de dinheiro que tinha guardado, e planejou uma viagem para o Nordeste. Nunca tivera a chance de conhecer o Nordeste, e tinha ouvido falar muito bem de lá. Arrumou as malas e comprou uma passagem. Blumenau-Recife com serviço de bordo. Não precisava de mais nada.

No dia marcado, Fred foi ao aeroporto, em uma cidade vizinha, tomou o avião e dormiu, sonhando com sua chegada.

No horário combinado, Fred colocava os pés naquela cidade desconhecida. Quis ir logo pra praia, mesmo não gostando de praias. Queria apenas sentir o vento, reconhecer o clima daquele lugar. Mas primeiro foi ao hotel, guardou suas coisas e desceu para o bar. Pediu uma cerveja e perguntou onde poderia ir para ver o mar sem que nenhum “caça-turistas” fosse encher seu saco. O garçom indicou a direção e fred saiu, bermuda e camiseta, em direção à praia.

O tempo não estava dos melhores, o céu estava um pouco encoberto, e ventava bastante.

- Pois é... em Recife também chove... – comentou consigo mesmo, sorrindo.

Foi até a praia, olhou o mar e se sentou em um barzinho na beira da praia. Pediu uma cerveja e ficou sentindo o vento bater no rosto. Tirou o volume de bolso de “O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio”, de Charles Bukowski, e começou a ler, apoiado no balcão.

Logo reparou que sentados numa calçada próxima, estavam um rapaz e uma garota. Deviam ter quatro ou cinco anos a menos que ele, e riam um riso verdadeiro, cúmplice. Fred se achou ainda mais velho, por prestar atenção nos dois jovens, que pareciam tão apaixonados. Já fazia bastante tempo que Fred não se apaixonava, ele sentia falta disso.

Alguns minutos depois, o rapaz do casal se levantou, deu um beijo no rosto da menina e saiu. Ela se levantou, e sentou numa das banquetas do balcão onde Fred lia, a umas três banquetas de distância. Ficou olhando para ele por algum tempo, e como não houve resposta, perguntou:

- Você não é daqui, não é mesmo?
- É tão óbvio assim? – perguntou Fred sem muita reação.
- É sim. Você ta lendo Bukowski na beira da praia. Isso não é comum.
- Verdade. Gosta do velho Buk?
- Gosto. Um amigo meu adora. Escreve como ele.
- Isso eu duvido, mas tomara que seja eu quem está errado. – disse, colocando o livro fechado sobre a mesa. – Seu nome, como é?
- Natália. E o seu?
- Fred. Sou do Sul. Acabei de chegar. Não que me mostrar algo legal pra se fazer por aqui? Eu te sigo.

A garota concordou e os dois saíram. Caminharam lado a lado e conversaram sobre coisas simples, atendo-se principalmente à música e literatura. A garota também gostava de escrever. Mantinha uma espécie de diário virtual, onde transformava os acontecimentos cotidianos em poesia. Fred gostou da idéia, de certa maneira, é o que ele vinha tentando fazer. Estava sem escrever há muito tempo, e não sabia aonde tinha ido parar a sua criatividade, a sua inspiração. Sentia vontade de escrever sobre coisas simples e sem muita importância, assim como a garota lhe contava.
- Eu preciso voltar a escrever. – disse Fred à garota. – isso está me deixando louco.
- Então escreva. O único culpado de você parar de escrever é você mesmo.

Nesse exato momento, começou a chover. Os dois ficaram quietos alguns instantes, olhando para cima e sentindo a chuva fina cair em seu rosto. Logo em seguida, a chuva aumentou e se tornou pesada. Alguns trovões ecoaram na distância. Os dois se olharam e a garota falou:
- Está chovendo, vamos parar em algum lugar?
- Por que? Para perder a melhor parte? – perguntou Fred olhando para cima e abrindo os braços. – Deixa de medo, vamos viver. – falou ao mesmo tempo em que segurou a mão da menina.
- E qual sua idéia? Ficar parado aqui?
- Não, vem comigo. – após falar isso, puxou sua mão e correu na chuva, os dois corriam rindo um com o outro. A camiseta branca de Fred já se tornava quase transparente, mas a blusinha preta dela não sofria com os efeitos da chuva. Já encharcados, rindo alto, pararam sob a marquise de uma padaria, onde algumas outras pessoas esperavam a chuva passar.

Natália cruzou os braços e sentiu um calafrio atravessando sua espinha, fazendo todo seu corpo tremer. Percebendo isso, Fred abraçou-a e alisou seu cabelo.
- Frio? – perguntou.
- É... vamos pegar um resfriado desse jeito.
- Então espera um pouco. – disse Fred entrando na padaria.

Ele caminhou pingando até o freezer e pegou dois picolés. Foi pagar no caixa e tomou uma broca do padeiro por molhar toda a padaria. Se desculpou rindo e voltou para fora.
- Toma, Natália. Se for pra ficar resfriada, que faça valer a pena.
- Apostamos então uma corrida até a próxima marquise? – perguntou a menina, dando uma lambida no picolé e se preparando para correr.
- Certo, mas antes, olhe aquilo lá. – Fred apontou para trás dela.

Assim que Natália se virou, Fred saiu correndo, na chuva. Quando notou que tinha sido enganada, ela correu atrás dele, dando gargalhadas e gritando coisas como “isso não vale!”. Correram até chegar à próxima marquise, e quando Fred ia chegar antes, se virou para ela e abriu os braços. Ela correu em sua direção e se abraçaram, Fred girando ela, que tirou os pés do chão e ria, com óbvia felicidade, parecendo uma criança.

Quando pararam de girar, ainda sob a forte chuva, Fred olhou em seus olhos e perguntou, com a voz baixa:
- Quem não ia gostar muito disso é o seu namorado.
- Natália não tem namorado. Ele era só um amigo. E o que estamos fazendo de mais? Estou apenas sendo feliz.
Depois de dizer isso, sorriu, e quando Fred colocou a cabeça para frente, num movimento para beijá-la, ela se apoiou em seus ombros, ficou na ponta dos pés, esticou a cabeça e deu um beijo na sua testa.
- Beijo na testa. – afirmou sorridente.
- Beijo de festa. – consertou Fred. Ambos deram as mãos e continuaram andando pelas belas e molhadas ruas de Recife.

FIM DA PARTE I

----------------

e pra vc, beijo na testa.

Fábio Ricardo
domingo, novembro 07, 2004
23:15

maaaais um questionário que rolou por aí...


1. Nome: Fábio Ricardo de Oliveira
2. Que horas são? 01:37
3. Apelido? os mais comuns são Bito, fabrito, Jesus, JC, e Paco. Mas chega a ir de Léo e Paulinho até Fred e fabinho. Passando por Cú e Oswaldo. Invente um vc também!
4. Números de velas que apareceram no seu último bolo de aniversário? na verdade só tinha uma vela. mas eu fiz 21 anos, se era essa a pergunta.
5. Qual a data que costuma apagar estas velas? 19/10
6. Animais de estimação? não tenho. só uns passarinhos q vivem aqui no quintal.
7. Altura? 1,74 (no chute)
8. Cor dos olhos? Castanhos
9. Oculos e/ou aparelho? óculos
10. Piercing? não
11. Tatuagens? não
12. Residencia atual? variando entre Blumenau e Itapema
13. Esteve apaixonado? muitas vezes
14. Já esteve na África? não.
15. Já esteve bêbado(a)? sempre :)
16. Já amou tanto alguém e por isso tenha chorado? sim
17. Já esteve em um acidente de automóvel? ah, já to ficando craque nisso.
18. Salada com ou sem cebola? com
19. 2 portas ou 4 portas? 4.
20. Sprite ou 7 UP? Soda
21. Coca-Cola ou PEPSI? Pepsi Twist.
22. Suco de laranja ou de banana? Laranja. (banana? credo!)
23. Café Simples ou com nata? preto com aç~ucar, por favor. ou então um cappuccino tb vai bem
24. Cobertor ou edredom? cobertor ou manta.
26. Salada que mais gosta? tomate e couve-flor
27. Tá cansado(a)? corpo cansado, mente sã
28. Numero favorito? 6
29. Por quê? ´lateral esquerdo que se prese tem q ser número seis! tá, eu sei q eu não sou lateral esquerdo....
30.Lugares que gosta de ser beijado? na boca, ué.
31. Filmes favoritos? DOGMA, Amor além da vida, Matrix.
32. Frase de um filme? a melhor de todas "LUKE, COME TO THE DARK SIDE" ou ainda no mesmo estilo "LUKE, I'M YOUR FATHER"
33. Programa de TV preferido? seriados sony/fox/warner
34. Prefere dar ou receber? receber
35. Já nadou nú(a) no mar ou piscina? no mar já
36. Restaurante preferido? Coração Mineiro, em Sto. André
37. Flores favoritas? mini-rosas
38. Bebida alcólica? cerveja. mas qqer uma q vier eu traço.
39. Esporte pra ver na TV? Futebol e x-games
40. Gelado ou quente? quente
41. Animal preferido? Cachorro e cavalo
42. Personagem do VILA SÉSAMO? o ênio
43. Disney ou Warner Bros? Warner!
44. Restaurante ou Fast-Food? Restaurante
45. Quando foi a sua última visita ao hospital? sei lah (e nem quero lembrar)
46. Quem foi a ultima pessoa que te mandou esse e-mail? Félix e albrecht
47. Musica? eclético até a última gota.
48. O que você costuma fazer quando fica aborrecido(a)? fico de cara feia e faço bico, hehehe
49. Palavras ou frases que costuma dizer? "é tudo puta", ou ainda "verdade", "ouié", "óuraite", "sux" e a mais atual "antes ele do que eu" com sua alteração para "podia ser pior.. podia ser comigo"!
50. Diz o nome da pessoa de quem é amigo e que está longe agora: Natália paulista, Natália recifense, e todo mundo que vai indo morar em outras cidades e eu soh vejo raramente.
51. Qual a coisa que mais te chateia? Me acordar
52. Qual a melhor coisa que existe? Amor
53. A que hora deita? 2:30 3:00
54. Qual a pessoa menos provavel que vai te responder esse e-mail? o Luke Skywalker
55. Que horas são agora? 01:56
56. Diz alguma coisa pra quem te enviou esse e-mail: Félix: vtnc, Albrecht: pnmp.

Fábio Ricardo

parodiando o Félix
DESLIGA
Calça
LIGA
Bermuda
DESLIGA
Dormir de moleton
LIGA
Samba canção
DESLIGA
Edredon
LIGA
Janelas abertas
DESLIGA
Chá
LIGA
Água de coco
DESLIGA
Chegar na facul de noite
LIGA
Chegar na facul com sol na cara
DESLIGA
Pele mais clara que papel
LIGA
Marca de óculos na cara descascando
DESLIGA
Friozinho blumenauense
LIGA
Calorzão itapemense
DESLIGA
Aula
LIGA
Férias
DESLIGA
Blumenau
LIGA
Meia Praia
DESLIGA
Vale sem ventos
LIGA
Ventania praiana
DESLIGA
Sapato
LIGA
Chinelo
DESLIGA
Gripe
LIGA
Suor


Desliga esse inverno que o verão chegoooooouuuuuu!!!!!

Fábio Ricardo
sexta-feira, novembro 05, 2004
14:01

Pra mostrar que meu blog tb eh cultura, vai aí o significado da palavra FUCK!

Na Inglaterra antiga, as pessoas não podiam fazer sexo sem o consentimento do rei, a menos que fosse parte da família real. Daí, quando alguem queria ter um filho, tinham que pedir permissão pro rei, que entregava a eles uma pçaca, que deveriam colocar do lado de fora da porta enquanto mantinham relações sexuais. Na placa estava escrito "Fornication Under Consent of the King" (Fornicação sob consentimento do rei), que formava a sigla F.U.C.K.

Fábio Ricardo

ok, o proximo post jah tah pronto, mas vou esperar uns dois dias, só pra acabar a surpresa.
mas jah vou adiantando, escrevi um novo conto, depois de muito tempo.

ah, Ártemis, desculpa não ter entrado ontem, cheguei em casa, fui ver um pouco de tv e acabei pegando no sono.

Fábio Ricardo
quinta-feira, novembro 04, 2004
02:06

ei, tenho uma ótima notícia.

em recife também chove.

Fábio Ricardo

[início]

PERFIL
Fábio Ricardo
24 anos
Jornalista
Editor Assistente da Mundi Editora
Baixista da banda Fodzillas
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