quarta-feira, setembro 27, 2006
13:37

Editorial de sexta-feira do Diarinho:

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A ANJ NÃO QUER O DIARINHO
A inexplicável e insustentável posição da atual diretoria da Associação Nacional de Jornais, de negar ao DIARINHO o direito de associar-se a seus semelhantes, demonstra apenas visão estreita, preconceito e, por incrível que pareça, amadorismo.
Enquanto tantos jornais, no Brasil e no mundo, vêm sistematicamente perdendo leitores e fontes de sustentação econômica, o DIARINHO, administrado por uma empresa enxuta, cumpridora das leis, boa pagadora de impostos, emprega mais de uma centena de pessoas e ainda cresce, ano a ano, na preferência dos leitores e dos anunciantes.
Poucos jornais, em Santa Catarina e no Brasil, podem apresentar os números que o DIARINHO apresenta e ainda orgulhar-se de informar com independência e coragem, falando a linguagem que o povo fala, dizendo o que é preciso ser dito da forma como deve ser dito.
Mas este jornal não é bom o suficiente para a Associação de Jornais presidida, coincidentemente, pelo presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky. E o mais intrigante é que não se sabe, na verdade, por que a ANJ não aceitou a filiação do DIARINHO. E na ausência de informação, surgem as conjeturas: por que a ANJ permitira a filiação de um jornal popular justamente no estado onde a RBS está lançando um jornal popular? por que a ANJ permitira a filiação de um jornal líder de vendas em sua região, se a RBS está aplicando alguns milhões de dólares para neutralizar seus concorrentes?
Claro que estas hipóteses soam como teorias conspiratórias fantasiosas e é possível que uma instituição com a respeitabilidade da ANJ não permita que os negócios do seu presidente contaminem as posições da Associação. Mas… será mesmo tão improvável esse zelo de algum funcionário da ANJ, que sugeriu a não aceitação baseado nos interesses das empresas do presidente e num difuso preconceito que muitos ainda têm contra jornais populares e contra o DIARINHO em especial?
A atitude demonstra que a Associação Nacional de Jornais teme abordagens inovadoras do negócio jornal, se assusta com o sucesso, e se recusa a conviver com linguagens e técnicas plurais. A ANJ, finalmente, demonstrou ser uma entidade preoconceituosa, mesquinha e amadora ao negar, sem maiores explicações ou cuidados, o pedido de filiação do DIARINHO.
Porque a ANJ, como Associação Nacional dos Jornais, deveria ter enxergado que, por trás da linguagem solta e coloquial que tanto abespinha os diretores da ANJ, existe uma empresa moderna, que tem compromissos muito mais sérios e profundos com a ética e com a verdade da informação que alguns tantos que posam de gravata para as fotografias mas que não passam de sepulcros caiados, em quem o leitor, razão primeira e última da existência de um jornal, não pode confiar e, em geral, não confia.
Assim, não é o DIARINHO que perde por não ter sido aceito na ANJ. É a ANJ que perde a oportunidade de conhecer melhor a experiência vitoriosa e ímpar do único jornal catarinense realmente independente que cresce continuamente e já incomoda muita gente.
__._,_.___


Opinião própria:

também sou contra a "linguagem solta e coloquial que tanto abespinha os diretores da ANJ". não gosto da linguagem utilizada pelo diarinho e tenho sim preconceito contra ele...

Mas o lance dele ter sido recusado na ANJ é obviamente um jogo político e comercial. Aí tem! E respeito o Diarinho por ter trazido isso a público em seu editorial.

Pra quem não sabe, a criação da Hora de Santa Catarina (jornal popular da RBS que o Diarinho cita no editorial) foi um treinamento de ponta para a criação, ainda no segundo semestre desse ano, de um jornal popular da RBS em Itajaí.
Que vai fazer frente direta ao Diarinho, diga-se de passagem.

Ou seja, tudo isso tem um motivo muito claro, e vem briga por aí.

Fábio Ricardo
segunda-feira, setembro 25, 2006
20:52

No meio da tarde
Fábio Ricardo

Era meio da tarde. Ele estava cansado. Cansado daquela rotina monótona e sem graça, de trabalhar sem se divertir, conversar com pessoas sem querer ouvi-las, transar com mulheres sem querer desfrutá-las. Levantou-se no meio do expediente. Olhou para os lados, ninguém reparou que ele agora estava de pé. Sentou-se novamente, pegou a pasta e colocou-a em cima da escrivaninha. Abriu a mala, tirou uma revista de sacanagem e começou a folheá-la. Folheou exatas sete páginas e parou. Guardou a revista de volta na pasta e tentou voltar ao trabalho. Sua mente estava absorta.
Levantou-se novamente. Pegou a pasta e sua jaqueta, puxou a tomada do computador, sem se preocupar em desligá-lo. Olhou para o relógio na parede. 16:20.

Sem se despedir, saiu da sala. Caminhou até a porta de saída. Passou o crachá pelo leitor e aventurou-se porta afora. Estava cansado. Esgotado. Uma gota de suor escorreu por sua fronte enrugada.

Caminhou até o ponto de ônibus e então se sentou. Tirou a revista novamente da pasta e passou a folheá-la. Leu algumas páginas e viu um ônibus vindo ao longe. O motorista diminuiu a velocidade e o olhou nos olhos. Ele sabia que este era o único ônibus que passava por ali. Se o passageiro não subisse nesse, teria que esperar mais uma hora até que o ônibus passasse novamente.

Ele, no entanto, não se mexeu. Continuou sentado. Olhou fixo para o motorista. Sem sinal de qualquer movimento do passageiro sentado, o ônibus continuou seu trajeto.
Ele continuou sentado, folheando as páginas da revista. Uma senhora chegou ao ponto com sacolas de compras. Sentou-se ao seu lado. Era negra e velha. Tirou um lenço da bolsa e assoou o nariz. A velha olhou para o lado e viu que ele folheava a tal revista. Levantou-se, enojada e caminhou poucos passos para o lado. Os dois continuaram parados, sem se falar. Ele folheava a revista, de cabeça baixa, ela olhava-o de canto de olho e esperava o ônibus.

A hora se passou e o ônibus passou novamente. A senhora entrou no ônibus. O motorista o olhou com desconfiança. Seus olhares se cruzaram novamente. Ele folheou mais uma página.

Uma mulher loira aproximou-se com uma criança. Antes mesmo de se sentar, viu a revista nas mãos dele. Continuou caminhando com a menina até o próximo ponto. Ele terminou finalmente de folhear a revista.

Havia sido uma leitura minuciosa, cada ponto, cada vírgula, cada crédito de cada foto. Olhou com detalhes as fotos. Os seios perfeitos e grandes das modelos, as coxas brilhantes, as pernas longas e os sexos depilados. Olhou em seus olhos, imaginou suas esperanças, seus temores. Em algum tempo de leitura já sabia quais estavam com o aluguel atrasado, quais eram casadas, quantas eram infiéis.

Guardou a revista na pasta e se levantou. O ônibus ainda não havia surgido na esquina. O sol já havia se posto. Pelo menos cinco horas haviam se passado. O frio chegou, e com ele a solidão.

Levantou-se e caminhou de volta para a empresa. Encontrou a porta fechada e as luzes apagadas. Sentia frio e fome. E solidão. Tirou o celular do bolso da calça, mas não tinha para quem ligar.

Sentou-se no capacho em frente à porta e tirou a revista de sacanagem de dentro da pasta. Folheou.

25 de setembro de 2006 – 20 horas e 29 minutos



ps: agradecimentos a Thiago Floriano, que insitiu e me impulsionou a escrever, e à Nati "Sophie" Maeda, que deu uma bela revisada e algumas sugestões.

ps2: e agradecimentos também a Carlos Higgie, escritor que escreveu Uma Ilha no Entardecer, que estou lendo no momento, e que me dá muita vontade de escrever após cada leitura. E também que foi a principal influência para escrever esse conto, já que foi lendo ele que eu perdi esse primeiro ônibus da história, e fez todo o resto surgir.

Fábio Ricardo
quarta-feira, setembro 20, 2006
10:10

Salve Salve!

Como bom blogueiro que sou, ao invés de ficar falando minha vida em "querido diário", hoje vou dar uma dica bem legal para este final de semana.

Não se trata de ir pra praia (até pq está chovendo) nem de ir ao cinema. Se trata apenas de ficar em casa, e entre tantas outras coisas que você queira fazer, dar uma boa lida no caderno Viver!, que vem encartado no Santa.
Pra quem não sabe, o caderno, apesar de ser veiculado no sábado, é terminado na terça-feira, ou seja, já está nas minhas mãos!

A matéria de capa, escrita por este que vos fala, é sobre o Le Parkour, esporte francês que acaba de chegar em Blumenau. Ficou muito legal, contando a história do esporte, os riscos e preconceitos, além de uma lista de sites e filmes interessantes sobre o assunto.
Eu me apaixonei e pretendo virar adepto! hehehe

Além da matéria de capa, um perfil interessante sobre a Miss Blumenau, Jaqueline Ferrari, contando como sofreu para se tornar miss. Uma crônica do Cao Hering sobre a paixão do blumenauense por futebol. Uma matéria sobre a importância das editoras de moda no modo de se vestir no mundo. Uma ótima crônica da Martha Medeiros (que eu não gosto muito, mas algumas vezes ela acerta em cheio) sobre o relacionamento dos homens com seus garçons. Uma entrevista com Marina Person. A página Alma Zen pra quem quer uma vida mais leve. A seção ESTANTE (assinada por mim) com filmes, livros, CDs e Games das prateleiras. Um garoto que toca sax e virou fenômeno de vendas. Uma entrevista com Fernanda Lima na Contracapa, de Cristiano Santos.

Bem, é uma ótima leitura pro final de semana. Principalmente as duas páginas sobre Le Parkour, as crônicas de Martha Medeiros e Cao Hering, a Estante, que traz o primeiro CD da banda Samambaia Sound Club, de Floripa.

Está dada a dica!
Sábado nas bancas, nas casas dos assinantes e na internet!

Fábio Ricardo
terça-feira, setembro 12, 2006
18:47

Fotos do show dos Fodzillas já chegaram!!!
Estou colocando algumas no fotolog, aos poucos.

O próximo show, como já dito anteriormente, é dia 21 de outubro, se tudo der certo.
Até lá, eu os mantenho informados.

Fábio Ricardo
domingo, setembro 03, 2006
16:06

Ontem a noite foi minha primeira apresentação comandando o baixo da FODZILLAS.

Foi animal, Ducaráleo, como diriam uns.
Lugarzinho legal, pra celebrar os 30 anos do vocalista. A gente tocou alto pra caralho, o batera quebrou duas baquetas, temos centenas de fotos e um videozinho. Em breve posto as fotos no flog e o vídeo no Youtube. Aviso por aqui.

No mais, agora sou oficialmente um integrante da família Fodzillas.
O próximo show já tem data marcada:

6º CLÃ OLIVEIRA ROCK FESTIVAL
Dia 21/10
Com as bandas:
- Fodzillas
- Hofer
- Malditos Moedores
- Máscara da Morte Rubra (a confirmar)

garanta seu ingresso por comentário, e-mail ou celuleba.

Fábio Ricardo

[início]

PERFIL
Fábio Ricardo
24 anos
Jornalista
Editor Assistente da Mundi Editora
Baixista da banda Fodzillas
Corredor de rua amador
Blumenau - SC

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