domingo, junho 27, 2004
15:06

Recebi hoje um e-mail que me deixou muito feliz.
Espero que voc?s leiam e dividam comigo essa felicidade, hehehe



Ol� F�bio,

Meu nome � Gustavo e sou estudante de jornalismo da
FAMECOS, Na PUC-RS. Te escrevo pois tenho uma cadeira
chamada telem�tica&videotexto, na qual estamos
construindo um site sobre BUKOWSKI. Sei que tu � um
grande f? do cara, pois acessei o teu site. Temos uma
parte de entrevistas e gostaria de realizar uma
contigo.

Estou enviando algumas perguntas e agrade�o se puder
responder. Um abra�o de outro f? de Bukowski, aqui de
Porto Alegre.

1. O que mais o fascina em Bukowski?
O mais fascinante de Bukowski � que ele � uma esp�cie de �anti-her�i�. Escritores como Paulo Coelho, por exemplo, criam toda uma m�dia em volta de si mesmo, dizendo �eu sou escritor�, como se isso fosse algo que tornasse eles superiores ?s pessoas comuns, que n?o escrevem. Bukowski, ao contr�rio, mostra que � uma pessoa comum. Ele sabe que pensa diferente de muita gente, que d� valores a coisas diferentes que a maioria, e at� se acha mais inteligente que muitos, mas isso n?o o torna melhor ou pior que qualquer outra pessoa. Qualquer um que leia Bukowski vai ter a imediata sensa�?o de que tamb�m pode ser um escritor, talvez n?o seja bom, mas pode ao menos tentar. No fundo, todos somos escritores, contadores de est�rias. A diferen�a � que alguns de n�s colocamos isso em pr�tica, poucos de n�s somos bons fazendo isso, e ainda menos conseguimos conquistar algum respeito por isso.

2. Voc?, assim como ele, escreve sobre fatos
cotidianos. Voc? realmente os vivencia? At� onde o que
escreve � real?

Eu acho que n?o conseguiria escrever sobre algo que nunca vivenciei, como por exemplo os dramas de um jovem da m�fia, vivendo o medo de ter descoberto algo que n?o deveria. Claro, � uma hist�ria batida, que aparece em muitos filmes, mas eu n?o seria a pessoa recomendada para isso. Ent?o tudo que escrevo � baseado em algum fato que aconteceu. Eu n?o escrevo a realidade, o que acontece com meu personagem Fred � normalmente o que eu gostaria � ou imaginaria � que tivesse acontecido comigo. Mas minha vida n?o � emocionante o suficiente para eu escrever sobre ela. Assim, misturo a realidade e a fantasia no ponto certo onde eu possa buscar inspira�?o para escrever, mas n?o retrato as coisas como elas realmente aconteceram. Muitas das mulheres sobre as quais escrevi existem, muitos dos locais e dos acontecimentos tamb�m, mas se eu escrevesse tudo como aconteceu, Ipsis Literis, ningu�m leria, acho que nem mesmo eu.

3. Qual seu livro e(ou) conto preferido do velho buk?
Para mim cada conto, cada poesia, tem alguma novidade, ent?o � dif�cil escolher um preferido. Eu sou um f? de contos, prefiro contos do que livros longos. Mas sem d�vidas, o livro �Hollywood� � um dos preferidos. �O Capit?o saiu pra almo�ar...� tamb�m me marcou porque foi o primeiro livro dele que eu li. E �New York 75 cents ao dia� tamb�m � muito bom, pois alia os contos de Bukowski com a arte dos quadrinhos.

4. O que achou de Barfly?
Pra falar a verdade eu n?o vi o filme. Apenas li o livro, que fala sobre a montagem dele. Pretendo assistir, acho que ia ser como uma realiza�?o visual do que costumo ler. Mas tenho medo de que tenha fugido dos padr?es, e se torne acess�vel demais.

5. Se Bukowski estivesse vivo onde voc? acha que ele
estaria neste momento?

Sentado em seu sof� bebendo sua cerveja. Existem milhares de Bukowskis espalhados por a�. Eles est?o sentados do nosso lado nos botecos de esquina, nos bancos de �nibus e cambaleando pelas ruas da cidade. Eles s� n?o t?m a visibilidade que o velho Buk teve. Buk foi um cara de sorte.

6. Se Bukowski n?o bebesse ele teria sido escritor?
Acredito que sim. Escrever � uma coisa que est� na alma de algumas pessoas. Ou voc? escreve, ou acaba ficando louco, voc? tem que botar pra fora aquilo que est� dentro de sua cabe�a. Beber � uma conseq�?ncia da vida. Ela acaba se tornando t?o chata, t?o sem sentido em alguns momentos, que voc? precisa de algo para alterar aquela realidade. Uns come�am a usar drogas, outros fazem rachas ou pulam de p�ra-quedas, alguns afundam sua cabe�a na frente da televis?o e outros freq�entam a Igreja. Mas no fundo, todos est?o buscando a mesma coisa, tornar a nossa exist?ncia mais agrad�vel.

Fábio Ricardo

[início]

PERFIL
Fábio Ricardo
24 anos
Jornalista
Editor Assistente da Mundi Editora
Baixista da banda Fodzillas
Corredor de rua amador
Blumenau - SC

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